AVISO

ISTO É UM DIÁRIO.
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6 de maio de 2012

A madrugada começa com muitas lamentações, desabafos, conversas no facebook, com a Luana, Lyanne e Aline. Falar com elas, enquanto eu tentava terminar meu terceiro capítulo da monografia, me fez bem. Estou indo me preparar para dormir. São 3 horas da manhã. Não me arrependo de ir dormir tão tarde (ou seria cedo?), porque consegui terminar o terceiro capítulo. Faltam 4 dias pra o prazo terminar, e só falta agora escrever a parte das considerações finais, e arrumar os detalhes de acordo com o guia de normalização da UFC, seguir a regrinhas básicas de referência e o escambau. Ou seja, quase nada né? Tomara que eu consiga terminar hoje mesmo. Pelo menos, são 3 dias podendo me preocupar menos com isso, e mais com outras coisas. Escrever, pensar...cansa muito.

Fui dormir mais de 4 horas da manhã, com muita dor no braço (ele tá inchado de novo, porque, claro, eu andei comendo muito chocolate), e está doendo muito, a hora de dormir, de tomar banho e de trocar roupa são as piores...pois bem, eu dormi tarde, e acordei 9:30, de um sonho bizarro que eu tive. Eu era roubada, perseguida...por pessoas conhecidas...muito estranho. Os sonhos refletem nosso estado emocional, né isso? Curioso, no mínimo. Eu só levantei uma hora depois, porque peguei no sono de novo, e acordei com a ligação dele, dizendo que vinha almoçar aqui em casa hoje. Eu senti que ele ligaria, algo me dizia. Como hoje é dia de jogo do Fortaleza e Ceará, e ele ainda vai ter de trabalhar hoje nos projetos, ele vai pra casa umas 17 horas. Ontem eu comecei a escrever mais ou menos 18 horas, depois de jogar Age of Empires...acho que essa coisa de tentar relaxar fazendo uma coisa que eu gosto surtiu efeito, porque como eu já disse, terminei uma parte.

Enquanto eu tava escrevendo, a Luana tava falando comigo no Face, e eu falei pra ela, deu vontade de falar, que ela, Ananda e Aline são as melhores "coisas" que me aconteceram nesses 4 anos de curso. Gosto muito dessas meninas, aliás, dessas mulheres tão especiais. Quero que elas sempre sejam assim, lindas, doces, alegres, cheias de sonhos e de planos.

O Gilmax chegou aqui mais ou menos meio-dia e meio, e finalmente trouxe o notebook que tava na casa dele. Fiz batata frita, e coloquei nosso almoço no prato, enquanto ele fazia a gambiarra com o notebook, o monitor o as caixinhas de som, pra gente assistir filme, porque meu pai ainda não trouxe a tv do conserto... faz mais de um mês isso, já to desconfiada. Assistimos o resto do DOIS COELHOS e uma parte do MILLENIUM _ O HOMEM QUE NÃO AMAVA AS MULHERES. Ele foi embora no final da tarde, ainda era claro.
O dia ta muito abafado, quente...êta calor.

Matei a saudade do Rammstein, porque fazia meses que eu não escutava nenhuma música, nem assistia nada deles. Despertou a vontade de ouvir, antes eu ouvia todo dia, assim como agora eu ouço todo dia o Jay Vaquer. Enfim...

Depois que o Gilmax foi embora, eu tentei escrever um pouco, mas não consegui quase nada, só copiando e colando aqui e acolá, reparos aqui e acolá, e só. Dormi mal, tô com dor nas costas, no braço, sem paciência, morrendo de calor, com vontade de comer alguma coisa doce e gostosa, e hoje é domingo...então, acho que não consigo mais hoje.

Acho que nada mais pode me acontecer de diferente, então, diáriozinho amado, até... o/

26 de março de 2012

Começo de dia revoltante, porque só consegui chegar na faculdade mais de 40 minutos depois de ter chegado na para de ônibus. O trânsito tava piro do que nunca, e os motoristas mais mal educados do que nunca! Eu quase desisti e volto pra casa, mas tinha outra coisa importante pra fazer, além da aula. Hoje foi a defesa de tese da Érika. Só sei que consegui pegar a O3 umas 8:30 e antes de chegar na faculdade, encontrei umas meninas que fazem a disciplina de Estatística comigo, no meio do caminho, e perguntei porque elas estavam saindo cedo, elas disseram que o professor não havia a aparecido. No meio do caminho, ainda dentro da topic, eu vinha pensando que era menos mal eu está chegando atrasada, porque afinal, eu não era a única a se atrasar hoje, porque a topic tava lotaaadaaa! E por falar em lotação, minha outra revolta do dia é que, em ônibus ou topic lotada, sempre tem aquele empurra-empurra, e hoje eu tive o azar de ficar rodeada de caras, fiquei literalmente imprensada entre uma mulher (do lado esquerdo), um cara (na minha frente, eu tava tendo que cheirar as costas dele, porque ele era beeem mais alto do que eu!), um cara super estranho do lado direito, que ficava direto olhando pra minha cara, e como se não bastasse, um outro resolveu passar a roleta e parar atrás de mim. Porra, se tem uma coisa que eu fico muito PUTA DA VIDA é quando um cara para atrás de mim na topic. Com tanto canto pra ele parar de frente (porque, pelo amor de Deus, tinha canto pra ele posicionar o pau dele sim!), ele vai logo ficar pinando na minha bunda? Aai, que raiva! Raiva, mil vezes raiva! Nas curvas, quando o motorista resolvia acelerar, lá vinha ele, e eu indo pro lado, indo pro outro, e nada de ninguém descer! Quando eu vi mais de quatro pessoas descendo, sai em disparada, levando a mochila do cara mal-encarado num pé, e o braço do que tava piando em mim. Que ele pinasse no cara que tava na minha frente, ou na avó dele! Sim... demorei a chegar aqui (to escrevendo do Nuss!), mas cheguei! A defesa foi linda, muitos elogios!
Depois voltei pra o Nuss, e com pouco tempo, a Elidiane me ligou perguntando onde eu tava, que ela tava perto do departamento. Ai, em cinco minutos, ela chegou no Nuss, e ficou um tempinho. Muito bom ver ela duas vezes em menos de uma semana.

22:20

À tarde aconteceu uma mini explosão no departamento, e até agora eu não sei direito o que houve, mas o prédio inteiro ficou sem energia elétrica, foi um susto grande o barulho! Alguma coisa em relação à gerador, sei lá o que.

Eu tinha várias coisas a falar hoje, mas o cansaço tá começando a tomar conta de mim. Desculpe, diário, mas  não vai dar pra conversar mais.

Até amanhã o/




25 de março de 2012

2:43

Não queria começar o dia de domingo chorando. Não importa o motivo, porque prometi que não falarei mais sobre isso, nem aqui, nem para ninguém. Só dentro de mim. Só...

Mas eis que a Luana fala comigo pelo chat do Face, e vem me mostrando os emoticons que dá pra fazer pelo chat! rsrs Depois ela me diz que o animal preferido dela é o jacaré! O meu é o gato, não tem para onde correr! Ela me tira um sorriso, mesmo sem saber. Às vezes conversando pela net, a gente tem mania de rir "hsuahsuahsa", ou "rsrsrs", ou ainda "hahahaha", sem ao menos mexer os lábios, ou ter vontade de sorrir. Mas Luana, meu melhor sorriso hoje vai para você.

Essas são minhas primeiras palavras do dia, depois de um leve desabafo no meu blog Flor do Desatino, que me custou as últimas energias positivas do sábado...não estou nada bem por dentro, meu coração dói...queria conseguir dizer não.



15:45
Não consegui continuar a leitura do texto do Philippe Lejeune, sem que meus pensamentos me incomodassem, e ele mesmo me incomodasse a ponto de eu ter de conversar, de escrever a todo custo o que eu penso agora. Antes de falar nisso, devo dizer que acordei tarde, e que fiquei na cama um tempão, enrolando pra não encontrar com meu pai, que já tinha chegado pra almoçar. Tem dias que eu prefiro não encontrar com ele, que a mágoa bate forte no peito, e olhar pra cara dele bêbado me dá mais mágoa ainda. Fel, sou feita de muito fel...
Os domingos pra mim são sempre dias melancólicos, quando estou em casa. Hoje não foi diferente, porque a casa estava mais silenciosa, o fluxo de carros é menor na avenida, as lojas estão fechadas, então me sinto mais a vontade para refletir sobre as coisas da vida. Depois do almoço, resolvi continuar a leitura da parte do “O pacto autobiográfico" na qual há o diário do autor, essa leitura, antes de terminada, me inquietou e perturbou bastante, a ponto de eu ter tido de recomeçar a escrever daqui mesmo do quarto, porque larguei o texto em cima da minha cama, e sai pra ver se meu pai ainda tava na sala dormindo no sofá (porque meu computador fica na sala, ao lado do sofá, e eu prefiro não usar o computador quando ele tá dormindo, porque eu não sei ser silenciosa em nada que eu faça, sou muito estabanada!), então retornei pra o quarto e liguei o notebook. Fazer o que? Tenho me estressado muito escrevendo no notebook porque eu sempre me atrapalho nas teclas e com esse mouse tão sensível. E nisso, já perdi minha monografia uma vez, porque fui apagar um arquivo na pasta do pendrive, e acabei apagando tudo, monografia e tudo, ou seja, perdi tudo. Mas eu tinha salvo na área de trabalho do notebook, e em vários cantos do meu PC. Quase morro esse dia, mas enfim, isso não vem ao caso.
O que vem ao caso é que eu comecei a pensar em um monte de coisa ao mesmo tempo, conversar que eu tive antes de ir dormir, com a Luana, o que eu sinto sobre não estar acompanhando os blogs de um montão de gente que eu adoro, por falta de paciência e de tempo, tava lembrando na época que eu escrevia nos blogs eróticos, quando eu usava meu pseudônimo pra que pessoas conhecidas não vissem e relacionassem minha escrita comigo, Marcelle, as pessoas que eu conheci por causa da blogosfera e que quero muito bem, mas estou muito distante, no fato de eu já ter criado tantos blogs, com tantos objetivos, me desdobrando, tentando acompanhar meus fluxos de ideias, que não são poucos, desde que eu percebi que eu sou várias. Soou muitas mulheres dentro de mim, e tenho mania de tentar me acompanhar, de seguir o que nós queremos fazer, o que nós queremos escrever, porque geralmente, nós não queremos misturar uma com a outra. Esse blog, Do verbo ao desatino era pra ser de uma Marcelle que estava tentando escrever um gênero de escrita; o Flor do desatino já acolheu várias Marcelles, mas já que é desatinado, aceita ainda várias, mas não se deixou levar pela Marcelle que queria escrever textos eróticos. A Marcelle que ninguém conheceu, exceto algumas poucas pessoas pra quem eu contei, a que escrevia como uma personagem totalmente fora de contexto do que nós geralmente escrevemos, viveu muito intensamente durante meses, e a ela eu agradeço a criação dos blogs que me fizeram enxergar outros blogs femininos sobre BDSM, bissexualidade, erotismo, enfim, uma imensidão de assuntos interessantíssimos que eu talvez nunca tivesse encontrado se essa outra eu não tivesse se desprendido de mim. Lamento por ela ter se fechado dentro de si, porque eu sinto que ela não quer se abrir mais, talvez um dia, mas outras Marcelles querem ter suas vezes. Não era bem isso que eu tinha em mente, falar sobre as várias eu, também não to tentando justificar nada, talvez eu queira colocar diante de mim o que eu tenho de perceber, que é bonito isso de se desprender. Nunca me orgulho de nada que eu escrevo, que eu faça, mas disso eu consigo me orgulhar, me admirar, e me agradecer, por não deixar nenhuma parte de mim presa aqui dentro.
Depois de escrever sobre isso tudo, ainda to sentindo uma sensação de incompletude, de dever que ainda não foi cumprido. Estou insatisfeita comigo, com minha falta de disciplina, com uma certa falta de reconhecimento, não sei...mas acho que eu deveria me esforçar muito mais, ser muito mais eu, mas estou me deixando levar, e eu não quero admitir isso. Não admito que eu mesma me desperdice, que eu mesma deixe que o vento leve pra longe tudo o que eu tenho a dizer, porque eu tenho tanto pra falar, mesmo que minha voz não seja ouvida. Não me importa mais, não quero escrever só no intuito de que mais alguém me leia, não,,, eu juro que eu quero parar de me preocupar se eu vou ter audiência ou não. É esse meu desejo ridículo de um dia lançar um livro com tudo o que eu tenho, ridículo, porque há alguns meses, até o nome do título do livro eu já tinha escolhido.,, será que é isso mesmo, Luana? Isso acontece porque estamos no Brasil, e não na França? Eu teria reconhecimento, na França? E então o Philippe Lejeune me leria, e também falaria de mim em um dos livros dele? E o apelido ao qual ele se referiria a mim seria “A Desatinada”, ou “Flor do Desatino”? Sonhando acordada, como sempre!
Estou escrevendo no Word mesmo, porque ainda não posso ir pra o computador, escrever direto no blog. Já que estou escrevendo da forma mais prática, já que prefiro escrever assim à no papel (porque acho que consigo dar conta melhor do meu fluxo rápido e constante de ideias), vou terminar de ler o texto do Lejeune, e tentar cumprir pelo menos metade do que eu planejei fazer hoje ainda. Estou escrevendo a pouco mais de meia hora. Parei por enquanto.
                                                            

16: 35
Terminei de ler o texto. Apesar de tudo, sinto um carinho enorme por ele. Tudo bem que ele não me leia, porque o Cristian Paiva, de certa maneira, é meu Philippe Ljeune (que ele não saiba que eu disse isso hahahahaha)!
Ah, de tão imersa que eu me senti lendo, acabei absorvendo o jeito dele de separar o texo, com as horas, o horário que estou retomando a escrita. Preferi tentar escrever durante o dia, ir escrevendo e contando os acontecimentos acontecendo. Se vou conseguir, acho que sim...se vou continuar a escrever diariamente, depois do fim do semestre, isso é uma incógnita, porque eu sempre hesitei em transformar meus blogs em diários, e sempre que eu escrevia contando algum fato, alguma coisa do meu dia, eu mesma me interrompia, repreendendo isso. Agora, Cristian Paiva me fez quebrar meus paradigmas. Quebrar não, rever, reconfigurar seria melhor, pensando bem.

18:00

Estava imprimindo uns textos pra o grupos de estudos sobre novos campos, e a tinta acabou antes que eu terminasse de imprimir o último. Não faz mal, mas tenho de lembrar de pedir à mamãe pra recarregar logo. Eu quero muito que esse grupo vingue, porque ele vai ajudar muita gente, e apesar de ser tão chata, tão amarga, eu gosto muito de ter ideias úteis. Fico feliz porque esse grupo surgiu esse ano, de uma ideia que eu dei na primeira reunião do NUSS, e o Cristian gostou. Acho que contempla à todos, não só os chegados ao Nuss, que estão mais ligados, mas a qualquer pessoa que queira tentar socializar com a gente. Digo isso porque tem gente que não quer se aproximar por preconceito, só porque o núcleo aborda assuntos sobre sexualidades...dizem por ai que lá só estudam gays, lésbicas, e agora, sadomasoquismo! Enfim, preconceitos existem em todos os lugares, todos dos dias da semana e do ano. Mas que venham muitos interessados, porque duas ou mais cabeças pensando, vão muito longe! E é isso que nós queremos. É isso que eu quero.

Uma vez eu falei pra alguém um dos motivos de eu não gostar de movimento militante. Não gosto de bagunça, baderna, e nem de me machucar fisicamente, lutando por mim e pelos outros. Eu acredito em outras formas de luta, outros meios de tentar fazer alguma coisa pelo mundo, e escrever é MEU meio, e não preciso que ninguém aceite ou não, porque eu sei que já fiz muito bem pra muita gente, pra mim então nem se fala. Que escrever seja uma terapia, uma maneira de se comunicar, ou só um hobbie, seja o que forma: eu escrevo porque eu existo, porque eu gosto, porque eu me sinto bem, e preciso. Eu me importo sim, eu sofro e sangro também, por dentro, por fora seja como for. E também me machuco pelos outros. Todos nós, de todas as maneiras nos ferimos pelos outros. Mas, vou parar por aqui porque não era isso o que eu pensava antes de começar a escrever. Eu tava ouvindo o Jay cantar Ideologia, do Cazuza, depois emendei no Marilyn Manson, e é isso. Não combina um com o outro? Nem ligo, não sou nada convencional, e nem quero ser. Mas o que seria esse convencional que eu quero fugir, e por que? Ah, não gosto de ser rotulada, de ter de ser "normal", de ceder ao "que deve ser", porque eu posso ser o que eu quiser.

Estou me sentindo menos triste, agora...mas o dia ainda não acabou. Sigo escrevendo.


24 de março de 2012

A música de hoje é "Todos os Fracos"...sem motivos especiais, só lembrei dela.

Dessa vez fiz certo. Acordei na hora, fui colocar a água no fogo, para fazer o café. Fui acordar o Gilmax, e ele pediu pra acordá-lo meia hora depois. Tudo bem, então. Fui escovar os dentes, pensando no que fazer enquanto não dava 7 horas. Resolvi lavar roupas, afinal eu teria de fazer isso mais tarde, quando eu, teoricamente, deveria acordar. Fui lavar roupa, e ele apareceu. Foi ao banheiro, depois voltou e encontrou o café e o pão em cima da mesa. Dormiu bem? Dormi. Ele tomou o café, se arrumou, e saiu. Eu fiquei, e o tempo começou a fechar, e de repente, a chuva começou forte, lavando tudo, almas, calçadas...e eu continuei nas roupas, depois varri a sala, e sentei para assistir desenho na tv. Quando tempo faz que não sento, tomando meu café com leite, para assistir desenho animado! Isso era tão bom de fazer, não importa se eu "não tenho mais idade", porque como diz o Jay Vaquer: "tenho a idade que eu quiser, tenho o tempo que vier...".

Liguei o pc, abri o msn, e ele estava online. Conversamos sobre nós, mas bem pouco, bem superficialmente, acho que a gente tem conversado muito superficialmente sobre nós...

O sábado tá com cara de promessa, mas pra mim não promete nada. Sei que daqui a pouco, vou almoçar ou fazer qualquer outra coisa, porque eu sempre enrolo, na hora de comer, de dormir, de estudar...

Consegui ativar o serviço de sms do meu Oi! Aeeee, que coisa boa! Finalmente! Fazia mais de um mês que eu não podia enviar nem receber sms, porque ele foi bloqueado não sei porque! Pois é, agora tá tudo certo! E foi perda de tempo de que bloqueou de propósito, assim como foi perda de tempo do ladrão que me roubou o celular há duas semanas.

18:41 HS

A Elidiane me ligou antes do meio-dia dizendo que viria para cá. Pensei que fosse história dela, porque faz tempo que ela marca de vir aqui e nada. Enfim, ela apareceu no começo da tarde, e foi embora quase ainda agora. Conversamos muito sobre tudo, porque nossos encontros têm sido tão curtos e raros, que a gente fala de tudo, como se tivesse necessidade de compartilhar até uma dorzinha de cabeça que mudou o percurso de uma tarde. Mas é necessidade mesmo, de renovar a fraternidade que temos uma pela outra. Ela é a única, posso dizer, com quem eu sei que eu posso contar sempre, que sempre vai me entender.

Antes de ela chegar, eu estava lendo um texto sobre diário, do Phillipe Lejeune, muito lindo. É tão bom quando a gente encontra no outro as mesmas, ou quase as mesmas, angústias, ideias, e tal, que eu acho que a partir dessa leitura, vou mudar meu jeito de escrever. Enquanto eu o lia, deu vontade de escrever na minha agenda sobre dois assuntos que eu jamais escreveria aqui. Desculpe, diário, nada pessoal, mas embora só eu leia o que estou escrevendo, sabe-se lá né? Não pode, já estou me expondo demais, e acho que não conseguiria fingir mais ainda estar escrevendo só para mim, já que né? Enfim... nem preciso me prolongar nas explicações. Vou tentar não me preocupar mais em dar um título ao meu dia nomeando o título da postagem...

Desde 14 horas espero uma ligação do Gilmax. Até agora nada...tô sentindo que vem coisa...e como sempre, vem. Ele não veio hoje. Eu raramente sinto segurança na palavra dele: "vou". Esse "vou" não me entrar mais sem que eu tenha medo, angústia, desconforto. Nossa relação mudou muito, nesses 7 anos. Muito mesmo, eu tenho de admitir, porque agora eu até posso afirmar que reclamo mais do que deveria. Antes era complicado demais, porque até 2009 (estamos juntos desde 2005), eu não acreditava no quanto ele dizia que me amava, porque ele pecava em demonstrações, tinha vergonha de demonstrar tanto na frente dos amigos, como em casa, ele demorou mais de 3 anos pra me levar na casa dele. E eu pensei num monte de besteira, de motivos pra que ele não me levasse, dos motivos porque ele não me dava atenção que eu sempre achei que merecia, da presença que eu precisava comigo...ele perdeu muita ocasião do meu lado. Mas conseguiu recuperar, de certa maneira, porque a gente só lembra do problema quando sente a dificuldade, depois são lembranças...depois de grandes problemas, mudamos muito. Mas algumas coisas ainda se repetem... e hoje em dia a gente convive muito mais, mas tem deixado de conversar sobre nós dois. Percebi isso agora, escrevendo, mas pode não ser, pode ser impressão minha. Eu sempre quero mais, nunca estou satisfeita, nem posso ficar, não posso aceitar as limitações que a vida ou sei lá o que, impõem. Eu quero ser necessária, e me sentir necessária, isso é pedir muito? Acho que não.

21 H

Eu com essa agonia, e um pessoal aqui em frente com o som nas alturas! Porra, todo sábado a mesma coisa, a mesma bagunça, os mesmos gritos, e não dá pra escutar direito nem meus próprios pensamentos. Minha mãe acabou de dar uns gritos do portão daqui de casa, esculhambando o povo porque isso irrita pra caraleo! Definitivamente, se eu tivesse poder, eu mandaria queimar todos os tais de "paredões" que existem na face da Terra! Enquanto isso, mexendo pelo Facebook, encontrei umas notícias sobre o Marilyn Manson, e um link pra o novo clipe dele, "Born Villain". PUTA QUE PARIU! Que clipe é aquele? E agora eu lembrei que hoje a tarde teve Twitcam do Jay Vaquer, mas nem vi mais do que 5 minutos, porque fiquei sem paciência, e a Elidiane tinha acabado de chegar. A gente até ficou trocando figurinhas sobre ele, mas ouvir o Jay e ela ao mesmo tempo não dava! Preferi conversar com ela. Desculpa, Jay!

Tentei continuar a ler o texto do Lejeune, e não consegui, por causa desse bando de desocupado! Tanto canto na cidade pra eles fazerem a bagunça deles, por que raio eles continuam a fazer isso aqui em frente? Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhh!!!

Acabei de criar um negocinho aqui:


Fiquei criando memes com minhas fotos..a última fiz mais sério. E é assim que eu fecho o dia de hoje.


23 de março de 2012

Falta o chão e o caminho cercado

A música de hoje é "Sa-ma-ra", do Jay! Antes de começar a escrever, abri o msn para ver se o Gilmax estava online, e vi o nome da Samara linda, entre os meus contatos. Imediatamente, como eu até já falei para ela, eu lembrei da música, porque toda vez eu lembro de uma por causa da outra rsrs

Não consegui ir para a aula. Já percebi que toda vez que se aproxima minha menstruação, mal consigo levantar cedo, e muito menos viver. Levantei com a cabeça latejando forte, pesada, dolorida, como se eu tivesse dormido pouco e mal, e tivesse de ressaca...não, nem bebi nada! É essa aproximação vermelha que me deixa muito mal. Só tenho faltado aula quando isso acontece, é como se eu ficasse quase imprestável nesse período. Foda demais, duas aulas seguidas que eu perco. Tomei um remédio, e fui tomar banho, lavar o cabelo, quem sabe a dor fosse embora mais rápido. Entrei no banheiro suando frio, tonta, cambaleando. Ô coisa dos infernos!

A dor passou mais, mas agora estou com os olhos baixos, pesados, meio tonta, sei lá... com vontade de passar o dia todo deitada, mas não tenho paciência para isso, mesmo porque o dia hoje está quente demais, e o quarto que eu durmo é muito quente e abafado. Bem, mas serviu para que eu ficasse em casa, almoçasse meu peixe favorito, tomando Coca Cola, assistindo Barra Pesada! rsrs é, isso mesmo! E eu até gosto desse ritual que tanta gente fica horrorizada! Não é questão de se acostuma com desgraça não, mas não sei explicar, almoçar vendo Barra Pesada significa estar em casa quando eu deveria estar mesmo, além de entrar em contato com coisas que devem ficar longe da gente, violência e tudo, é um horário importante do dia, porque eu posso escolher ir a qualquer momento pra minha cama, ou ir na cozinha, pegar alguma coisa que me agrade, e vir para o meu computador, enfim, estou em casa!

Hoje vi meu pai, ele me deu um beijo no rosto.

Dia de sexta é o dia que dá mais gente aqui em casa, é dia de preparar a panelada que minha tia vai vender no restaurante dela. A dedete chega mais cedo para ajudar a Glaucia, que fica de manhã até agora (agora são 14: 05), limpando, temperando e tudo o mais, a tal da panelada tão famosa da tia Betinha.

Falei com a Luana, antes de almoçar, ela me retornou a ligação, porque estou numa liseira tremenda, e como sempre, ela foi um doce. A Luana é uma das poucas pessoas que eu conheço que tem doçura verdadeira dentro de si, porque é mais comum encontrar fel onde deveria ter doce... eu mesmo tenho muito fel no lugar de doce, com o tempo, isso foi acontecendo, mas ela não, ela é doce, doce mesmo! Queria agradecer a ela por isso, porque por causa dela, eu tenho conseguido superar um pouco desse fel que eu tenho dentro de mim, sei lá... ver o jeito que ela fala, que ela vê a vida, e conviver com ela (embora a gente tenha se visto tão pouco em relação ao semestre passado), faz a gente perceber que pessoas boas existem, e não são ficção.

Existe tipos de pessoas que eu não consigo engolir. Há as que acham que podem falar qualquer coisa comigo como se fossem "amiga de infância", que só porque eu sou legal, de vem em quando, porque eu sei que sou nojentinha às vezes, acham que podem invadir minha intimidade, comentar coisas e ter liberdade para comentar como se me conhecessem profundamente. Colega, isso que eu posto no Facebook, não sou eu, embora seja eu! Eu sou uma pessoa muito instável, isso eu admito. Eu sou aquilo que me escapa nesse momento, mas geralmente, eu sou feita de momentos, e alguns são passageiros demais. Se eu gosto de compartilhar fotos de gatinhos (e isso faz parte de mim), se eu gosto de ouvir e falar de Jay Vaquer (isso pode ser passageiro), se eu defendo o movimento LGBT (isso não é só momento), se eu não falo coisa com coisa, e digo besteiras, não significa que porque eu tenho você nos meus "amigos" do Facebook, você possa falar o que quiser comigo, fazer gracinha com o que lhe convém! Certas pessoas assim, eu bloqueio no Facebook, e tento ser simpática quando encontro por ai, mas... embora eu deteste falsidade, porque detesto babação, beijinhos falsos um do lado do outro da face, sorrisos amarelos, mas eu também sei ser assim. Estratégias que a gente precisa aprender, porque se não, eu não conseguiria conviver com um montão de gente que eu tenho que ver durante o dia.

Outro tipo de gente que eu desconfio é de quem não gosta de gatos. Sei lá...uma pessoa que não se afeta com um gatinho lindo, fofinho e peludo, não é estranha? Eu acho...

Estava olhando as fotos da casamento da minha amiga Rayssa Musy...poxa, eu fico vendo as fotos, e lembrando da época que a gente se conheceu, quando ainda eramos pequenas, eu brincando de casinha, e a tia dela morava aqui perto, e ela havia vindo de férias do Rio para cá, e acabamos ficando amigas. Isso foi em 1996, ou 1997... tempos depois, em 2005, a gente se reencontrou, em mais um período de férias dela aqui em Fortaleza, e foi como se a gente não tivesse se separado nunca! Mais uma vez, em 2010, eu acho, ela veio e também foi aquela alegria, mas já era tudo diferente, tudo! E ela me falava que nunca tinha namorado, e tal, e eu já estava com 5 anos de relacionamento. Agora em 2012 ela casou, e eu fico pensando: meu Deus, como o tempo passa rápido! Como a gente, quando é criança, nem imagina o que nos espera! E ainda mais: ela casou antes de mim!!! hahahaahahaha

Chico Anysio acabou de falecer, deu no plantão da Rede Globo.

Tô com muita raiva agora. O Gilmax tem mania de me provocar toda vez que eu tô na tpm. E ele sabe tanto disso, que repete sempre. Eu só estava até agora com dor, não estava com raiva de nada, irritada com nada, tava de boa, eu juro, apesar de ter reclamado de quem tem mania de se fazer de chegada pro meu lado. Tudo bem, até que ele começa a puxar um assunto tal, pelo msn, e eu fico interessada, porque ele sabe que eu me interesso por esse tipo tal de assunto. Ok, até que eu pergunto o motivo de ele ter tocado nesse assunto, visto que eu já havia perguntado a ele sobre isso, e ele não tinha ficado a vontade. E por isso, de repente, ele se ofende e muda de assunto. Eu juro, por tudo o que há de mais sagrada para mim, e há poucas coisas sagradas para mim, que eu não tive intenção alguma de ser grosseira, e ele me vem com uma dessas. Passei mais de uma hora esperando ele falar sobre isso, e uma vez ele começou a falar, e de repente, mudou de novo de assunto. Daí, eu explodi, e ele me vem com uma: amor, como tu ta explosiva! Calma...sendo que ele sabe muito bem que eu detesto esse tipo de coisa, eu detesto, e ainda mais quando eu to assim, que me mandem ter calma, que me mandem falar baixo, que me digam que eu sou explosiva, descontrolada ou neurótica. Não precioso de ninguém para me dizer isso, porque eu sei que em partes é verdade. Olha, já saquei muito bem que ele faz isso de propósito, para ter sempre razão de me chamar de grosseira, para me fazer sentir irritada e mal. Comigo, se você não quer uma coisa, não venha me prometer, ou falar sobre, ou o raio que o parta. Por que não me ajudar a me acalmar, e ao invés disso, fazer hora com a minha cara só por maldade?

E quer saber? Estou pouco me lixando se não é nem 18 horas ainda, mas tô muito puta da vida pra escrever mais hoje.

(...)

Queria dizer que melhorou mais ou menos. Que acabei escrevendo numa agenda que adotei como diário, no começo do ano, o que eu não posso dizer aqui. Ele veio para cá, e acabei tratando ele mal enquanto a gente assistia O Albergue; ele ficou triste, e eu passei mo tempão tentando fazer ele sorrir. Mesmo assim ele dormiu aqui de novo. Consegui fazer ele me desculpar, eu acho, porque ele deixou de dizer que eu não tava conseguindo melhorar as coisas, para "me adule mais"! rsrs Enfim, a raiva passou. Mas que ele faz de propósito, ah, isso ele faz! Fomos dormir tarde.

22 de março de 2012

Ficava mal, sorriso não vinha

Não consegui acordar na hora prevista. Eu tinha de acordar às 6 em ponto, fazer o café e acordar o Gilmax, mas não consegui. Eu dei para ter uns lapsos estranhos, de uns tempos para cá, eu coloco dois despertadores, e na hora que os dois despertam, eu simplesmente acordo, desligo, volto a dormir, e tempos depois acordo, d'um susto, e vejo que a hora passou, e não lembro direito de ter desligado o despertador. Isso já é o suficiente para o dia começar muito mal para mim. Detesto quando as coisas não saem como planejadas. Não sei se é coisa de geminiana, ou sei lá, mas nisso, e em trilhões de coisas, sou muito muito chata. Já aconteceu duas vezes quando eu precisava acordar o Gilmax, e eu sempre me sinto muito pior, porque além de eu deturpar a ordem planejada do meu dia, eu deturpo a de outra pessoa, e para piorar, dele, logo dele. Fiquei mal, ainda mais porque ele nem quis tomar o café que eu fiz, e comer o pão que eu passei com tanta confusão. Fiquei triste. Mas a culpa foi toda minha.

Cheguei, para variar, atrasada na aula, e como sempre, a aula foi um show! Mas nunca a ideia de virtual, real e atual embolaram tanto a minha cabeça como hoje! Outro fato estranho: a Alessandra não estava na sala de aula quando eu cheguei! Ela quase nunca falta aula, e sempre chega antes do que todo mundo, sempre no mesmo cantinho, com a mesma descrição, e o mesmo sorriso quando eu chego. Fiquei preocupada, pois ela nem tinha me avisado nada. Ela sempre me avisa, porque a gente anda sempre juntas. Nunca usei tanto "sempre", mas é assim que eu me sinto hoje, como se meu sempre fosse desrotinizado, e eu precisasse manter esse padrão, pelo menos esse, pelo menos hoje. Depois da aula consegui falar com ela, e justificada a ausência, não foi nada demais... ainda bem! Deu alívio quase imediato, embora ela só apareça por aqui quase na hora da reunião de hoje, às 14 horas. Ficarei sozinha, ou melhor, fazendo companhia a mim mesma, e eu acho que hoje eu preciso muito de mim.

Entrei logo no msn para ver se ele estava online, para tentar me desculpar, e ele estava, e disse que não tinha nada a ver, porque afinal, "era ele", e ele sempre se sai bem. Eu sei que ele é o cara, mas com uma noiva louca como eu, é meio difícil rsrsrs E ai, ele me disse que ainda não comeu nada, uma hora dessas (são 10:36, a hora em que consegui começar a escrever hoje, o que também não é sempre!),e eu fico mais preocupada ainda, como pode uma pessoa tão assim como eu ainda querer que ele case comigo? Oh, céus, sou péssima! =(

Acabei comendo o pão que seria dele, e tomando o café que ele tomaria, e o que aconteceu? Derramei gema de ovo na minha blusa, e eu já estava arrumada e atrasada. Eu tenho verdadeiro horror de manchas na minha roupa, e principalmente se vou sair com ela. Cheguei na faculdade e percebi que não era só uma manchinha escondida, eram três manchonas, bem na frente. Já sei que vou passar o dia todo desconfortável com isso, e que vou ao banheiro no mínimo quatro vezes para tentar lavar isso. Foda. 

Minha mãe ligou para mim ainda agora, chorando, perguntando se eu vi a Nina hoje, antes de sair de casa, porque ela ainda não a viu. Nina tem manina de subir no forro da casa o tempo todo, já desapareceu por horas, mas sempre voltou. Exagero ou não, da minha mãe, que é alucinada por essa gata, espero chegar em casa e vê-la esparramada no travesseiro que é só dela, que fica em cima da mesa da sala de janta.

A Ly chegou no Nuss antes de 11 horas. Pouco tempo depois de ela ter chegado, minha mãe me ligou de novo, dessa vez dizendo que cortaram a luz lá de casa. Eu não disse que tudo poderia piorar? E meu pai havia prometido ontem que daria dinheiro, ontem, e nem apareceu hoje, mandou dinheiro por sei nem quem (visto que eu não estou em casa, ainda), e ficou a maior parte do tempo com o celular desligado, muito provavelmente porque não mandou o dinheiro todo. Minha mãe me ligou, gritando, como se eu fosse a culpada de tudo, e fiz o que eu tenho feito com mais frequencia do que eu gostaria: gritei de volta, e sempre grito de volta, principalmente com ela...e ficou ligando, falando e falando, como se eu pudesse mudar o curso da história, da vida, e pudesse dar um jeito de tudo parar, e se resolver. Coitada de mim, mal posso suportar pacientemente um dia ruim, como hoje, quanto mais suportar e resolver as mazelas dos outros.

E depois, decidi que ia lavar os copos sujos do Nuss, e quando eu cheguei na porta, caiu bem no meu pé um dos copos que a Luana havia trazido de casa (ainda bem que não foi outro copo, de outra pessoas, a Luana nem ficou com raiva, ainda bem!)! Resultado disso: quase que não consigo fazer o sangue parar de sair!

Melhor não viver mais hoje? Porque eu estou com uma sensação de que a qualquer momento, uma coisa mais ruim pode acontecer...

No sábado, haveria um churrasco de encontro do pessoal que estudava no Salesiano, e tal, e acabei de ver que acabaram de mudar a data do encontro. Não sei se isso é bom ou ruim, e mudaram por motivos de saúde de um dos amigos, e também eu havia desistido de umas coisas para ir, mas enfim... por algum motivo essas coisas acontecem por algum motivo...

(...)

Já estou escrevendo de casa, e quando cheguei, estava tudo bem. Não estamos sem luz! Que susto! Mas essas coisas acontecem... agora estou bem cansada, mas satisfeita porque adiantei umas coisas da monografia. A reunião de orientação em grupo foi ótima, para variar...
Estive sozinha, essa noite, sem ele. =(

Mas o importante é que esse dia acabou, e espero que amanhã seja bem diferente.


Toda vez que começo a escrever tenho uma música do Jay Vaquer na cabeça, ou estou ouvindo...e então, as letras viram títulos das postagens, representam meu dia...tudo eu invento, meu Deus! rsrs

21 de março de 2012

Era mais um dia...

Não fui para a aula, e quase não fui atendida pela médica, endocrinologista, porque erraram não sei o que. Acontece muito comigo isso de as coisas parecerem dar certo, e quase darem errado. Mas deu certo, ela requisitou vários exames, e era isso que eu esperava, pelo menos. No caminho para casa, que foi meio longo, acabei comprando um livro, e fui para a casa com dor na consciência por ter saído do meu "plano do dia": não estava nos meus planos gastar dinheiro, muito menos com um livro que eu encontrei inesperadamente, quando eu inesperadamente passei por uma livraria, e inesperadamente carreguei minha mãe comigo! Era para ser, como tudo que me afeta... era para ser. Cheguei em casa, e pouco tempo depois saí correndo, cheia de bolsas e sacola, para a faculdade. Cheguei, mais uma vez. E fiquei a tarde toda no Nuss, tentando organizar uma parte muito importante do material de pesquisa, se não, a parte central do que pode vir a dar corpo ao meu projeto de mestrado. Tentei, como sempre, essa é a palavra que eu mais tenho escrito e sentido, e vivido. Tentei, só. Mas como era muita coisa, não consegui terminar, claro! Não se termina em uma tarde o que começou há um ano...aliás, até termina, mas não nesse caso! Conversei com as meninas, voltei para casa, e essa é a última e mais esperada chegada do dia rsrs.

(...)

A noite, o Gilmax veio para casa, e dormiu, no lugar que agora, mais do que nunca, também é dele, casa que também é dele. Mas dessa vez, não no sofá, mas no quarto da minha tia que viajou. E a quarta-feira terminou com cada um indo para seu cantinho: portas se fecharam para se abrirem no dia seguinte.

20 de março de 2012

Preciso poder

Um dia incomum, eu diria. Acordei de bem comigo mesma, feliz, e o dia era dia mesmo, parecia ser daqueles bem iluminados, aconchegantes, daqueles que parece que o sol quer te embalar, que o vento te guia solícito, todo generoso porque eu dormi tecnicamente bem. O problema foi ter de levantar cedo, no mais foi bom. Eu me sentia florida, e por isso decidi que vestiria um vestido florido, realçaria meus olhos, porque hoje o mundo deveria ser visto por mim através dos meus olhos bem delineados, meus olhos que, segundo a Luana, dizem tanto. Hoje eu me achei bonita, me achei feminina, e me senti muito bem. Me senti naquelas propagandas de absorventes, onde as mulheres estão lindas e leves, só que eu não estou menstruada, mas na TPM, e não sou linda, só bonitinha rsrs, e me mandei para a faculdade, mochila nas costas, atrasada, como sempre! Ah, mas antes de sair de casa, tive uma raiva, porque as duas bichanas daqui de casa resolveram fazer da mesa do meu computador um mini campo de batalha, e simplesmente, uma delas derrubou meu notebook de cima da impressora. Fiquei muito indignada, mas passou.
Na aula sobre Redes Sociais, mais uma vez consegui enxergar mais longe, um pouco mais, mais do que ontem, e isso faz toda a diferença. A reflexão do dia, que ficou, foi o quanto devemos ter cuidado no compartilhamento de conhecimento, pois a partir do momento que detemos o poder, poder de criar, de incitar, compartilhar, produzir, adquirimos responsabilidade por nós e pelos outros. A rede liberta sim, mas também aprisiona muito, é bem verdade. Estou presa nesse emaranhado de vivências que tento tecer diariamente, e embora tenha doído, está nascendo aos poucos relatos do que pode se dizer que sou eu. E continuo achando isso muito louco! Só sei que no final da aula, convidei a professora Glória para fazer parte da minha banca examinadora. É, convidei, com a cara e a coragem! Ela topou, e tem de ser antes do dia 15 de junho...será que dou conta?
Às dez horas teve uma aula inaugural no auditório, com o professor Guilherme Magnani, e foi simplesmente genial! Mais tarde, o professor Valmir passou no Nuss e me disse que comentou sobre meu trabalho com ele...acredito no Valmir? Não sei... mas ele disse que o Magnani achou uma pena eu não ter feito nenhuma pergunta durante a palestra. Enfim... mas tomei nota de muita coisa boa e interessante!
Voltei para casa, fiz o que tinha de fazer, e retornei a faculdade, mas antes, passei na biblioteca, e acabei encontrando lá uma menina que estudou comigo no Salesiano, a Zayara! Reconheci de longe, e cheguei perto e era ela! Muito legal ver gente que não vejo há tempos. Pela manhã também reencontrei no departamento o Iorran e o Rodrigo, ambos conheci no Salesiano. Como eu disse para a Zayara: como é bom ver esse povo todo na UFC! Objetivos alcançados!
Paguei algumas contas, voltei para a facul, e tentei começar um trabalho, que por sinal é para amanhã. Mas...fiquei sabendo que não poderei ir amanhã para a aula, pelo menos no período da manhã mesmo, pois devo comparecer a consulta médica, impreterivelmente. Amanhã a tarde começa o Cine Freud, na Casa Amarela...aaaai Deus! E agora?
A noite teve aula também, e só não foi melhor porque meu corpo estava muito cansado. Ai, gente, o povo daqui de casa era que não conseguia colocar na cabeça que estudar cansa. É como se fosse assim: pensando que a gente estuda sentado, e que só "tem de mexer os olhos", e ler, não há esforço algum. Hoje em dia, acho que o pessoal raciocinou um pouco e viu que isso realmente desgasta. Porque né? Pelamorde! Falta de com senso!
Outra coisa que muito me deixou feliz: consegui marcar a reunião de orientação de Estágio II, aliás, conseguimos, eu, Ismênia e Francisca, e quando eu estava indo embora, o professor vinha atrás de mim e aproveitei para perguntar sobre a banca examinadora. Comentei do meu desejo de convidar a professora Regina Facchini, uma das minhas inspirações para meu trabalho. Ele achou ótimo, deu ideias, e eu falei que comentaria com ela. Cheguei em casa, tomei um banho e liguei o pc. Procurei por ela no Facebook e fiz o convite, e veja só, diário: ela aceitou! Meu Deus, que alegria grande! Agora, para completar o dia, falta a ligação mais esperada, já que a presença física não é possível...de quem? de quem? rsrs Claaaro que do meu xuxuzinho! hehe

Pois bem, estou cansada, e ainda de bem comigo. Amanhã já não estarei, já que tenho de faltar aula, e ir pro médico Endócrino, e com a minha mãe, porque eu nem sei como chegar lá! Enfim...amanhã é um novo dia, e mesmo que não seja florido e iluminado como hoje foi, que seja assim para todos os que eu quero muito bem!

P.S.: Só uma última reflexão...será que porque eu não gosto e nem consigo ver video de desgraça, quando postam no Facebook, isso significa que eu sou covarde? #ficaadica
o/

19 de março de 2012

"Um tempo inútil contemplando o próprio umbigo"...: Diário: dia 11

Pulei um dia, domingo, porque eu resolvi "viver" um pouco, despreocupadamente. Mas nem isso eu consigo, porque no meio da tarde de domingo me vi escrevendo o que tinha acontecido do sábado a noite até ali, no bloco de notas do celular. O domingo foi e não foi legal... e prefiro nem falar sobre. Mas eu estava com ele, e ele não estava comigo... nem quero falar sobre porque eu meio que fico mais desnorteada ainda quando estou nesse período...Sim, ele (sempre que eu falar em ele, já está subentendido que se trata do Gilmax) voltou a usar óculos, no sábado, chegou aqui em casa para me pegar todo lindão. Eu achei! E agora vou ficar mais babona ainda, oras! Coisa de gente que ama e se apaixona pela mesma pessoa todo dia. Mas hoje foi um dia legal. Acordei feliz, embora o dia estivesse quente e muito abafado, mas pude acordar tarde, e isso tem sido um luxo. Ele comprou bolinho para mim de novo! Passamos a tarde toda assistindo tv, dois filmes legais, "Assalto à 13ª DP" e "O senhor das armas". Não havia assistido nenhum dos dois. O Jared Leto está no Senhor das Armas...ain ain! Mas como sempre, ele morre antes de o filme terminar...aff, pelamorde! Quando ele vai ser protagonista de um filme, e não vai morrer por causa de drogas ou baleado? Coitado! Ai o resto do dia foi ótimo! Nem preciso comentar que eu estou me sentindo muito bem, não sei ele, mas meu coração está feliz. Eu estava conversando com a Luana antes de escrever, ai falei que hoje eu estou muito babona, e ela concordou que eu estou "muito amô"! rsrs Pois é, o amor tem dessas... ontem eu peguei umas fotos que a gente tirou numa viajem que a gente fez em dezembro passado, e olhando nós dois juntos, e vendo o olhar dele todo preocupado, todo cheio de carinho, olhando para mim, me cuidando com aquele abraço dele tão bom, isso fortalece a ideia de que há de se cuidar de si e da vida, e dos outros. 


O olhar cuidadoso...

O abraço e o beijo melhores do mundo!

Há amor, há esperança, há gentileza, embora muito no mundo se mostre ao contrário. Esse mundo está todo revirado, e ninguém sabe mais o lado direito, se bem que ninguém pode saber se vivemos o avesso das coisas. Enfim... cheguei em casa a noite, e encontrei minha mãe amorosa, e a Bebel toda manhosa e saudosa.

Bebel.
E parei para escrever enquanto fazia muitas coisas ao mesmo tempo. Acabou que mais uma vez, fiz o que eu tenho feito todos esses 11 dias de escrita direcionada: pensar na dificuldade que é parar e escrever sobre si. Porque o que eu tenho para dizer sobre mim é pouco, e acaba sendo muito, e falar sobre mim é falar do meu amor, falar também dos vazios cotidianos que eu sinto, das vivências que não precisam ser registradas porque eu só as quero dentro de mim...eu queria transformar tudo isso numa coisa pra mim, sei lá, pode ser útil escrever aqui, mesmo que eu não queira escrever certas coisas porque eu tenho medo que certas pessoas acabem lendo e não gostando do que eu tenho a dizer, ou porque realmente falar de mim é muito difícil, já que sou tão reservada...

Antes de começar a escrever, pensei numa música do Jay Vaquer, que eu não gosto tanto, mas que retrata um pouco do que eu senti essa semana.





A letra é mais ou menos assim:


"Hora dessas encontro um jeito
De ficar livre de tanto mal
Se alimenta em cada defeito
Um tempo inútil contemplando o próprio umbigo
Funcionando feito um bunker
Bem no meio desse campo de batalha
Entre aparentar alguém melhor
Ou simplesmente ser o que se pode ser
Simplesmente ser o que se pode ser
Com as fraturas expostas
Dispostas a nos expor
Fraturas expostas
Dispostas a nos expor"


Pensando bem, é mais ou menos isso. Eu acho que é um problema sentir que há problema em escrever sobre si. Faz exatamente dois anos que tenho blog, e sempre escrevi coisas minhas, coisas bem minhas, mas não exatamente um diário virtual, embora não deixe de ser. Acho que eu tenho vergonha de aparentar tão complicada, porque eu sempre achei que eu fosse óbvia demais. E nem sei mais o que dizer de mim...no entanto, "eu tenho tanto para lhe falar, mas com palavras não sei dizer...". Sabe do que mais, diário? Tenho que parar de me preocupar tanto. Me preocupo sem ser lembrada, em ser lida, por que vou ser lida, se vou ser lida, se vou gaguejar, se não sei amar, se não tenho paciência, se não consigo lembrar do texto que eu li porque fico nervosa e esqueço, se vou ter disposição para ler, se vou conseguir escrever a monografia, se as pessoas ao meu redor são ou não falsas comigo, se eu passo pouco tempo com a minha mãe, se ele compra as alianças de noivado logo, se as contas serão pagas nesse mês...Esse semestre mal começou, e já sinto um mundo incendiando ao meu redor, incendiando minha vida, e tudo o mais. Exagero? Pode ser. Sou tão geminiana! 


17 de março de 2012

Entorpecimento... - Diário: dia 10

Acordei tonta, muito tonta... antes de dormir, tomei um outro remédio, porque doía, porque eu estava cansada de suportar a dor e não podia fazer isso sozinha. Conversamos um pouco, eu e ele ontem noite, e eu acabei dizendo que não queria ir ficar com ele, porque não era justo, para mim não é justo precisar e querer tanto ele perto, e ele dizer que vem, e na hora de vir, dizer que não vem. Isso se repetiu a semana toda, e o relacionamento todo. Não gosto de que plantem esperanças no meu coração, e com a mesma facilidade, arranquem a plantinha sem dó nem piedade. Porque sempre ficam as raízes... Acordei e mal consegui levantar da cama, não está dando para controlar o corpo, e nem a cabeça, e nem meu coração: piorou, e nem ajudou. Me dopei sim, como eu sempre sei, sem necessidade. Mas não pense que eu faço isso sempre, não! Nunca tolerei que minha mãe se dopasse tanto durante todos esses anos... e dá para contar nos dedos as vezes que eu fraquejei. Sou forte até certo ponto, e consigo não seer mais aquela menina transparente e boba como eu sempre fui...Mas eu queria mesmo me dopar, e por pouco não tomei outro remédio... três diferentes antes de dormir, Talvez eu acordasse bem pior do que estou agora, escrevendo e errando tudo, errando e corrigindo as palavras que mal consigo escrever, e que são minhas melhores companheiras....sinto que só elas são minhas fies companheiras, as palavras... eu mal consigo escrever... Não espero nada desse dia, mas queria muita coisa....
Ontem a noite teve Twitcam com o Jay Vaquer e até me senti bem, mas com a tristeza que eu estava, nem tive tanta paciência para ficar ouvindo, e muito menos participando tanto quanto antes eu participava. Anyway...


(...)


Voltei, diário, e dessa vez menos mal, menos exagerada? Não, menos menos, apenas. O efeito dos remédios passou, e agora me envergonho profundamente por ter compartilhado esse meu lado, às vezes, autodestrutivo com você. Tive poucas recaídas, muito poucas, embora tenha uma sensação de que tenho depressão desde os 12 anos. Descobri muito nova o quanto a gente pode se enjaular em nós mesmos, sabe? Apesar de tudo. Uma vez pensei seriamente em me matar, mas não tive coragem. E esse ato só pensei uma vez, porque eu na época, com 13 anos de idade, sabia que se você toma vários remédios diferentes de uma vez só, isso pode te levar a morte. E era isso que eu queria, porque eu não via perspectiva de vida para mim... EU TINHA APENAS 13 ANOS, pode isso? Mais tarde, ano passo até, pensei novamente nessa besteira que é querer morrer, mas não poeticamente, literalmente. Não lembro o que houve nessa época mais recente, mas era alguma coisa relacionada ao mesmo motivo: família. Passou. E passou mesmo, porque não há nada mais sagrado do que a vida, e os amores que conseguimos amar, e tudo aquilo que conquistamos. Eu sei disso, viu? Eu juro que sei...


Como eu dizia, o efeito dos remédios passou, fiquei mais esperta e fui lavar minhas roupas, da minha mãe, recebi as maquiagens que eu havia pedido numa revista, testei-as e me senti bonita. Olhe a minha cara rsrsrs:

Aproveitei para ir lavar a minha  bolsa de maquiagem,  e limpar os acessórios que eu tenho. Ah, é besteirinha, mas me senti melhor. Esqueci de dizer, mas mais cedo, ele me ligou, e perguntou se eu iria ou não passar o fim de semana com ele, e eu relutante, respondi que sim. Relutante porque eu no fundo, queria que ele ficasse sem mim mesmo, para ver sentir como eu me sinto sem ele, mas ai eu quis, claro, se a saudade e o amor são sempre maiores do que meu orgulho! Eu amo demais o Gilmax, diário, você não imagina o quanto! E aí, eu vim escrever de novo, acrescentando no que eu escrevi pela manhã, pois já não me sinto tão mal. Daqui a pouco vou arrumar minhas coisas para esperar por ele, que daqui a uma hora deve está vindo me pegar. Enquanto escrevo, minha nova filha veio me cheirar, olhe que linda:




Pois é, toda vez que eu solto beijinho para ela, ela dá um miadinho fino...eu sou uma mãe adotada, e não adotiva, porque ela me escolheu para amar. A minha tia que viajou é a adotiva, porque a trouxe para cuidar. rsrs Enfim... novamente digo que espero sorrir hoje. Porque preciso disso...

16 de março de 2012

Desabafos, pra o coração desanuviar - Diário: dia 9

Consegui chegar antes do professor, em sala. Como antes de ontem, eu tive de correr para alcançar a topic...ainda bem eu o motorista esperou, porque tem uns que parece que fazem de propósito. Tem tanta gente que faz maldades desse tipo, mesquinharias, só para ver o mal que se instala na vida do outro, que nem sei. Não que todas as maldades do mundo não sejam mesquinharias, mas tem coisa que não dá pra acreditar. É difícil entender como certas pessoas não têm caráter suficiente para olhar no olho do outro, e só espalha coisas falsas, feias e cheias de inveja e rancor. Ser humano é isso, né? Que vergonha, meu Deus... que vergonha que Você tenha deixado que essas coisas se formassem no coração das pessoas. Mas é isso, eu nunca deixei de acreditar em Deus, e nem na força da fé, e muito menos que existe outros planos, outras realidades, e que a gente vive e revive certas coisas, no sentido de evoluir moral e espiritualmente. Mas isso não vem ao caso agora...
Passei a manhã toda com sono, portanto, preguiça e cansaço, que mal me deixaram continuar um trabalho para terça, e nem consegui fazer nada. A Aline e a Camila apareceram no Nuss hoje, e a Camila ficou um tempo conversando comigo. Descobri que ela também é geminiana haha, pois é teve um tempo que eu me ligava muito nisso, e de vez em quando ainda pergunto pras pessoas: qual teu signo? Lembro do relato de um acontecimento com o Renato Russo na época do Aborto Elétrico, que contam em um documentário do Capital Inicial, no qual o Renato foi abordado por policiais, e os “canas” pediam a identidade dele e tal, e ele olhou pra o policial e perguntou: Nossa, qual é teu signo, hein?! Rsrs Nunca sei contar causos e nem piadas, mas é engraçado, e eu achei muito parecido comigo! Conversamos muito sobre romances, nossos atuais namorados, coisas engraçadas, típicas de geminianas! Rsrs Depois a Aline voltou, a Alessandra também, e ficamos cada uma no seu mundinho, e de vez em quando trocávamos umas palavras.
A madrinha viajou hoje para Recife, visitar uma amiga, mas tenho certeza que não foi esse o motivo real! Deve ter ido ver o ex-recém-quase-atual...mas isso é bom, afinal ela trabalha muito, e já que está de férias, por que não? E fora que o clima fica menos pesado, uma semana sem clima tão pesado é menos complicado de se viver.
Não estou me sentindo muito bem, e assim como a Ismênia, que chegou no Nuss pouco antes de eu e a Alessandra irmos embora, estou agoniada com a monografia. Estou ficando irritada comigo mesmo, angustiada... vontade de fazer muito, mas tempo, paciência, inspiração, ânimo...são vários agravantes da situação. Outra coisa é que estou em plena TPM, e isso piora ainda mais... pelo menos estou indo para a faculdade, tem dias que eu não tenho ânimo de viver, e nem de olhar pra cara de ninguém. Hoje de manhã eu até estava para conversas, mas agora, enquanto eu escrevo, nem um pouco. Eu estou estressada com esse sono que não me deixa concentrar em nada, e eu preciso fazer tanta coisa...estou estressada com o Gilmax, porque eu só o vi uma vez essa semana, e embora eu saiba o porquê, me irrito, embora eu também esteja com o tempo reduzido... estou com raiva e ao mesmo tempo com muita saudade dele. Isso irrita mais ainda!
Chego em casa, e encontro minha mesa do computador toda revirada, todo dia tem sido assim, porque as pestinhas daqui de casa, a Nina e a Bebel, ficam subindo na mesa... hoje meu mouse não estava no lugar, e o cartucho da impressora estava no chão, sendo que a tampa da caixinha estava lá na puta que pariu. E para piorar, o jarro de plantas da mesa de centro estava todo revirado, o chão cheio de pedrinhas do jarro, e claro, já que minha tia viajou  e minha mãe não tem tempo, eu que tive de varrer. Ai, que raiva!!!!
Quando minha mãe chega em casa, a tarde, parece que chega trazendo um mar de estresse junto com ela. Ela vive em TPM constante, mas hoje nem tanto. Ai ela veio aqui me mostrar uns relógios: “olha aqui, Marcelle, que coisa mais linda”, ai eu olho e digo: “é, é bonito”, ai ela sai reclamando porque eu nunca digo o que ela quer escutar...pode uma coisa dessas? Por muito pouco ela já quis me crucificar...de uns tempos para cá eu tenho pensado um pouco sobre meu jeito de tratar minha mãe, às vezes, e eu acho que na verdade, eu sinto um rancor dela, por ela ter se deixado levar pelo tempo, pelas emoções, nunca ter gostado de estudar, nunca ter batido o pé e procurado um trabalho, ou ter lutado contra ela mesma...e de ter me criado presa, dependendo dela e do meu pai e das minhas tias, porque há uns 7 anos, ela adoeceu, e de repente, eu me vi quase sozinha, porque ela desde então, sempre fez questão de me dizer que pode morrer a qualquer momento. Me revolto sim, não consigo evitar, principalmente porque vejo minhas tias envelhecerem e adoecerem, e eu vou ficar sozinha? As coisas são bem mais simples quando olhadas de fora e de longe. E eu a entendo também. Tudo junto e misturado, rancor, mágoa, amor, carinho...complicado.
Mas, caraleo, como eu odeio quando as pessoas gritam, falam alto, sem necessidade, às vezes só para chamar atenção! Porra, que nojenta eu estou hoje!
(...)
A noite chegou e minhas lágrimas lavaram meu rosto. Chorei feito louca, fazendo careta, de tanta dor e sei lá mais o que que apertava meu peito. Fiquei um bom tempo no escuro, me ouvindo chorar, olhando pra janela semi-aberta, e dava pra ver o céu nublado, nublado como eu me sinto por dentro. Por causa dele, porque eu detesto quando sou iludida, quando promessas são feitas e desfeitas com a mesma facilidade com que a gente pode ir na geladeira beber água, e depois guardar a garrafa quase vazia. Tomei um remédio tarja preta da minha tia. Fui ler Bourdieu, e quem sabe, eu melhore. E é assim que termina minha sexta, do jeito que eu não queria, e como quase sempre, fico pra depois, porque é mais conveniente me deixar pra depois. Porque eu sou tão meio descartável, às vezes... porque se eu preciso, pode ser só bobagem minha, depois, depois...sempre assim. Fico aqui agora, apenas com essa dor no peito, o nariz e os olhos vermelhos de tanto chorar, e uma lasanha bolonhesa com cobertura de queijo, que me espera no forno.
Percebi que esse foi o dia em que mais escrevi. Acho que porque eu esperava mais dele, do dia, e do homem que diz me amar tanto...agora tudo terminou assim: eu me sentido sozinha, e só tendo visto ele uma vez essa semana, na quarta-feira. Mas se é para ser assim, que seja. Não quero ouvir e nem dizer “eu te amo” mais hoje.

15 de março de 2012

Sobre ser e estar - Diário: dia 8

Acordei de mau humor, e troquei 5 vezes de sandália antes de sair de casa. O céu parecia anunciar um dilúvio, pois em plenas 8 horas da manhã, o dia parecia noite. Antes de pegar a topic, já chovia forte, e cheguei na faculdade com as pernas da calça jeans completamente ensopadas. Cheguei a tempo, ainda bem, tenho tido muita dificuldade, AINDA, para acordar no horário certo. Adoro essa aula, sobre redes sociais. É muito gratificante ver alguém dando aula com tanta paixão, sobre um assunto que eu gosto muito, e que está me ajudando muito na hora certa. Glória Diógenes, seu nome vai para a sessão “Agradecimentos” da minha monografia, sem dúvida! Sou muito reservada, calada, tímida e o diabo à quarto, portanto, não serei capaz de agradecer o quanto ela, em poucas aulas, têm despertado em mim novos olhares, novas perspectivas de abordagem das redes sociais e dos fluxos informacionais. Não deveria fazer isso, mas assim que puder, farei um convite formal (não sei como se faz isso, mas...) para que ela esteja na minha banca, na defesa da monografia, minha primeira filha, que tem quase andado com as próprias pernas. Tem uma outra pessoa que tem sido muito importante para mim, que eu adoraria que estivesse na banca também, mas isso são outros quinhentos...
O fato é que hoje eu não estava para muitas palavras. Mas passei momentos de descontração com a Alessandra, que desde o primeiro semestre, tem sido meu braço direito, pois estamos sempre juntas; a Dória, que sempre foi tão próxima, mesmo tão distante, e agora estamos nos vendo com mais freqüência. Minha relação com ela é a prova de quanto a gente quer bem alguém, sem que se cobre nada, porque o que eu sinto por ela é totalmente gratuito, e é muito verdadeiro. E fora que somos muito mais parecidas do que a gente pensava, os mesmos pensamentos e até os mesmos problemas! Rsrs Depois veio a Vanessa, e depois o Raul, e esses dois juntos é risada na certa! E a gente conversou um pouco sobre o tempo que passou, esses quase 4 anos que passaram voando, essa vida acadêmica que foi se formando, e que já nos cobra novos posicionamentos.
A questão dos posicionamentos me deixa com medo. Lembro do que Bauman disse, citando Sartre, que a vida é feita de escolhas, repleta de incertezas, e que temos a mesma chance de errar e a mesma de acertar. E a gente erra tanto pensando que acerta, e acerta lamentando o que poderia ter feito mais... Nietzsche dizia que somos humanos, demasiado humanos...somos uma máquina de ser, como diria João Gilberto Noll. Ser é complicado. Estar mais ainda, porque a gente sente a pressão de fora dizendo que temos de ser, e não estar. Lahire citou alguém que disse que nossa consciência é a presença do outro, que se faz presente em nós...então, esse erro ou acerto, não é só meu, mas nosso?

14 de março de 2012

Nutrindo uma confusão interna - Diário: dia 7

Não sei se eu deveria saber dos diários dos outros colegas, mas eles têm me influenciado muito, aliás, afetado é a palavra mais acertada, porque percebendo os deles, percebo que o meu não é como deveria ser. Mas ai me pergunto de quem é o diário! Ora, continuo me perguntando ainda mais, o que é afinal um diário, e se essa confusão toda que tenho sentido ao escrever, durante esses dias, seja como o professor Cristian comentou, sobre o fato de você escrever um diário público. Não lembro bem o que ele falou, mas o fato é que escrevemos e não podemos apagar, não podemos fingir que não é com a gente, e que somos autores disso, dessas subjetividades que se delineiam e querem se expressar. Não há necessidade de sentido, de linearidade e homogeneidade. E nessa afirmação, proveniente de reflexões acerca de um texto que estávamos estudando, me senti muito melhor. Não consigo escrever seguindo um roteiro, porque eu sempre fujo de roteiros. Antigamente, eu me acostumava fácil com as coisas, e era tudo muito simples. Hoje em dia, é uma dor diária ter de conviver com rotinas, com roteiros, por isso que dentro de mim, e às vezes deixo isso escapar, dentro de mim há lutas constantes, contra mim mesma, contra as pessoas ao meu redor, contra o que eu não conheço, contra minhas limitações... Eu já sei que para mim é muito difícil sustentar amizades, porque sou muito distante, muito relapsa, mas quando eu gosto, eu gosto muito, eu me preocupo, mesmo silenciosamente, e como a Luana disse no diário dela, acho que é isso, e eu nem tinha percebido, mas eu falo muito com os olhos. Calo muita coisa, e por isso explodo muito fácil. Isso não é bom. 
Resolvi não me preocupar em relatar minhas inquietações do dia apenas no fim do dia, e também os acontecimentos do dia, esses também não precisam ser contados apenas no fim do dia, porque eu sei que nunca conseguirei contar tudo o que eu acho que deveria contar. A gente fica manipulando o que deve ser contado, e não quero deixar de falar por cansaço...
Hoje foi um dia razoável, embora tenha tido uma manhã muito agradável. A aula de Estatística não foi ruim, pois eu estava acordada, diferente de segunda-feira. A Lyanne foi para a aula, e depois fomos para o Nuss. A Lyanne não sabe, mas eu me sinto muito bem ao lado dela, não sei explicar, mas a calma dela me deixa calma e serena. A tarde foram chegando as outras meninas, a Ismênia, a Alessandra, a Marília, até a Dória deu uma passada no Nuss pela manhã. Fomos para a aula, e depois fomos conversar um pouco, Lyanne, Alessandra, Luana, Raquel e eu. E depois Luana e eu fomos conversar com o Cristian, e depois eu, Lyanne e Alessandra fomos à biblioteca. Depois voltei para casa, e cá estou. 
Mas o que acontece é que estou me sentindo já muito cansada, e o semestre mal começou. Isso também não é bom. Espero que seja só falta de costume, ou um período de transição, e que eu consiga me acostumar logo. Enquanto isso, sinto, pelo menos nesses últimos dias, e pensando nos dias que virão, um grande e inebriante cansaço.

13 de março de 2012

O sentido não precisa de sentido - Diário: dia 6

Já percebi que as minhas terças-feiras serão sempre uma agitação só: aula, casa, atividades que eu sei que eu devo fazer na terça porque outro dia será tarde demais, facul, aula até as 22 horas... e no meio do caminho, sempre novos caminhos, novas atividades, e a agitação toma conta de mim. Ainda bem, para um dia que eu sei que exigirá um pouco mais de mim. Hoje tive dificuldade para levantar. Hoje senti que realmente estou naquele período bem delicado do mês, no qual eu fico mais irritada do que o normal. Eu, que sou a irritação em pessoa! Pois bem, e agora estou escrevendo irritada, porque detesto quando alguém faz algo comigo que eu sei que se fosse eu fazendo, esse alguém detestaria. E isso é tão claro quanto que amanhã é quarta. Pois estou sim irritada porque eu detesto pensar que esse alguém está fazendo uma coisa, e na verdade esse alguém fazia outra coisa totalmente fora do cotidiano, enquanto eu, saudosa e sozinha, pensava na falta que esse alguém me faz. Esse alguém estava se divertindo, tanto quanto eu me divertiria se fosse eu, ou mais, ou até menos, nunca se sabe. Mas era eu que estava sozinha, iludida. Enfim tempestades em copo d'água... eu sei que faço muita! Mas eu juro, meu Deus, que eu tenho procurado fazer tudo certinho...dane-se! Tenho me tornado cada vez mais intempestiva, eu sei, e não me orgulho disso, se é o que você pensa! Mas, enfim... dane-se o que eu penso, o que eu quero! Dane-se o mundo que eu construí para mim. Queria poder controlar algumas coisas...Hoje consegui escrever mais algumas páginas da monografia, e isso é muito bom. Me sinto menos chateada. Mas estou muito chateada. Como sempre, eu queria escrever mais, refletir mais, mas essa irritação está me bloqueando. Vontade de gritar...
Nem lembro mais o que eu estava sentindo antes de me chatear, mas eu sei que estava animada, pela aula de hoje a noite, e por ter conseguido resgatar meu chip 31 anos. Alívio, depois irritação.

Não quero mais conversar. =X

12 de março de 2012

Aviso que a vida continua, sempre - Diário: dia 5

Bem, ontem não tive ânimo para escrever. Mas o dia foi muito agradável, porque o Gilmax veio almoçar aqui em casa. Como as coisas mudam, meu Deus... e como hoje eu me sinto feliz, olhando para trás...pois é, e depois que ele foi embora, tentei estudar, mas nem sei ao certo se consegui. Domingo é um dia que eu não funciono, definitivamente! E fora que estava ainda meio traumatizada por ter sido assaltada no sábado. Enfim, mas passou, e só o fato de o Gilmax me abraçar e dizer que agora eu estou segura, isso me encheu de força para ultrapassar meus medos. 
Mas agora eu parei para pensar no propósito de escrever um diário para uma disciplina da facul...e é mais complicado e tenso do que eu imaginava! Agora me peguei não entendendo o que eu devo escrever...não entendendo o que eu devo dizer que estou pensando, e simplesmente não entendo o que eu quero, e se eu quero, passar alguma coisa íntima minha, porque eu pensei ontem em não escrever mais aqui no blog, e sim em uma agenda, porque é complicado falar de si, e me sinto mal falando de mim, afinal isso não é nada demais, mas ao mesmo tempo, só me lê quem quer, e eu não tenho nada com isso! Ah, sei lá, acho que é falta de coragem. E estou começando a me deprimir porque acho que não conseguirei defender minha monografia esse semestre. Meus planos eram de começar a escrever para valer no dia 1 de março, mas não venho feito isso todos os dias, não tenho parado e escrito loucamente como eu gostaria, e teria que ser terminada em menos de 2 meses...não vou conseguir! =(

Não sei, e eu tinha pensado tanto no que pensar, e como sempre, esqueci. Mas é isso. São tantas coisas para lembrar, tantas leituras, tanto que escrever, em tão pouco tempo, e uma tensão doida para que eu consiga dormir, que eu estou entristecendo. E mal sei o que estou dizendo, estou apenas dizendo, sem que faça sentido. Ah, dane-se para o sentido!

E hoje, bem, hoje eu consegui recuperar meu chip antigo, e comprar dois outros chips, um tim e um oi, e agora, seu imbecil que me assaltou sábado, você se lascou porque eu bloqueei o cel que vc me roubou! Cretino! Eu nem queria chamar o cara de cretino, na verdade, se não fosse em um blog, eu diria o que eu acho que ele é, mas isso não vem ao caso. O que vem ao caso é que eu tentei escrever, mas mal consegui, porque o cansaço me dominou. Por isso não estou dizendo coisa com coisa. Mas enfim: QUE SE EXPLODA O SENTIDO DAS COISAS!

Aaaaaaaaaaah, não quero mais brincar disso não! Fuiii! 

10 de março de 2012

Meu diário - dia 4

Tenho uma notícia muito chata hoje para contar. Aconteceu hoje uma coisa que nunca havia me acontecido. Gosto tanto de novidades...mas ser assaltada não é uma coisa que alguém goste, não é mesmo? Pois é, hoje, como eu cheguei a comentar ontem, eu iria a tarde no Benfica, resolver umas coisas. Acordei meio sem coragem, fui lavar roupa, meio sem coragem, minha mão ainda doendo, até ai tudo bem. Às 14:30 sai de casa, meio sem coragem também, pois eu não queria sair de casa hoje, e ainda mais sozinha. Eu nunca gosto de sair sozinha, ainda mais para resolver problemas. Sai de casa, fiz o sinal da cruz e pensei, caminhando, "melhor tirar o cel da bolsa", mas não o fiz. Atravessei a rua e um cara de bicicleta parou do meu lado e pediu, muito calmamente, o desgraçado filho da puta, pelo meu celular. Eu paralisei, pensando sei lá o que, ai ele disse: bora, tá demorando muito, se não eu atiro", ai eu muito prontamente, sem conseguir pensar em nada, abri a bolsa e dei o cel pra ele. Ele saiu, e eu parei em um restautantezinho para tentar me acalmar. Na hora em que eu sentei e me deram água, e eu mal conseguia segurar o copo, de tanto que eu tremia, ia passando um carro do Ronda do Quarteirão. A viatura parou, falei o que aconteceu, e eles "partiram atrás" do cara. Minutos depois, eu sem coragem de voltar para casa, vem passando um cara na contra-maço, de bicicleta, tão parecido com o cara que me assaltou, e mais intrigante ainda, que ele sorriu para mim, com uma ironia que me deu revolta. Disse para os que lá estavam que achava que era o cara, mas alguém falou: não, não.. esse ai é o fulaninho, mora aqui perto...Outra pessoa disse: tem certeza? não, esse ai é o fulano. Ele usa droga, mas SÓ ASSALTA quando tá drogado. Ele nem tá drogado não... GENTE, QUE RAIVA! E se fosse ele? Na hora eu falei como o cara era, mas a gente sempre fica meio out quando acontecem coisas assim, e acaba se confundindo muito. Mas me parecia muito o cara... Aaaaaaaaaaaaah. Voltei correndo, literalmente, para casa, correndo com minha bolsa dobrada na mão, e cheguei em casa com muita falta de ar. Saldo do dia, consegui me acalmar e resolver alguns dos poucos estragos que o marginal deixou. Mas a cara dele não sai da minha cabeça, e a cara de pau, e o tal sorriso irônico que tenho quase certeza que era dele... estou com medo. Perdi todos os números da minha agenda, anotações importantes, datas, fotos minhas que eu espero não sejam usadas para nada... e meus chips, o celular. Mas o mais importante, é que estou inteira, ele não encostou um dedo em mim, e apesar da ameaça, estou bem agora. Mas o susto é foda. Estou com dor de cabeça, e muito triste. Mas é a vida, e até para isso tem uma primeira vez.

9 de março de 2012

Diário (Disciplina Tópico Especial em Sociologia V) - Dia 3

Hoje não estou para muita conversa, embora o dia não tenha sido ruim. Para começar não teve aula de Estatística... só porque hoje eu tinha marcado na agenda que era manhã para estudar Estatística. Viagem perdida? Não! Fui para o Nuss e fiquei estudando até 10 horas...parei, porque já estava ficando saturada de tanto número e fórmulas! Comecei a tentar escrever (de novo) alguma coisa da monografia. E consegui, valeu tanto a pena que perdi a hora, e sai de lá quase 12:30. Tenho de comentar que hoje passou o dia todo chovendo. Minha mão esquerda está doendo muito, mas muito mesmo... estou achando que pode ser por causa do computador... passei a tarde arrumando as referências bibliográficas da minha monografia, e à noite o Gilmax veio para cá. Assistimos o video que a Lyanne me mostrou, do boneco Marcelinho lendo contos eróticos, no Youtube, vale a pena! rsrs A Ismênia me ligou hoje a tardinha, e percebi que faz uns dois dias que não as vejo...
Separei uns textos também para a mono...é, acho que a semana foi produtiva nesse sentido. Enfim, disse que não estou para muitas palavras hoje, minha mão dói muito, as costas também, e acho que vou deitar. Amanhã, ir no Benfica. 
Vou me indo. o/

8 de março de 2012

Diário (Disciplina Tópico Especial em Sociologia V) - Dia 2

Querido blog (já que você é meu, vou te chamar de querido mesmo, o Gilmax não vai ficar com ciúmes, eu tenho quase certeza!), hoje consegui chegar mais cedo na parada de ônibus, e consequentemente, cheguei mais cedo na aula sobre Redes Sociais. Cheguei, sentei e fui recebida pela professora com um: “você tem um blog, não é?”, e eu não sei se arregalei os olhos, mas respondi envergonhada que sim. E ela disse que tinha visto porque estava escrevendo um texto. Eu fico assim toda vez que alguém diz que viu meu blog, que leu e tal. Gente, que louco isso! Ai eu parei para pensar agora, em como é estranho essa de escrever em blog, porque você escreve algo de si que se torna público, portanto, qualquer um pode ter acesso, basta ter paciência; ai quando alguém comenta, sinto como se um segredo meu fosse revelado, entendem? Não? Nem eu! Mas eu adoro sempre que comentam. Meu noivorado disse essa semana que eu tenho uma nóia besta com relação a seguidores do blog, e tal, se tem alguém lendo ou não... mas uma vez eu acho que escrevi sobre isso, mas na verdade, o que importa é que, se uma pessoa me leu, e aquilo serviu de alguma forma como alívio de perceber dores compartilhadas, ou serviu como inspiração pra pessoa criar um blog também (isso já aconteceu comigo, e é uma das coisas mais lindas que a Blogosfera me trouxe, de alguém entrar em contato com você por e-mail, agradecendo por ter sido uma influência boa!), para mim eu ganhei o dia. Eu sinto isso porque às vezes, quando estamos mal, a gente espera ouvir certas palavras, mas lendo também funciona, de vez em quando, e isso já aconteceu comigo muitas vezes.
            Enfim, voltando pra o que aconteceu hoje, a aula foi ótima, depois fui para o NUSS, e tentei escrever mais da introdução da minha monografia. Consegui, a disciplina sobre Juventude, Cidade e Redes Sociais está me ajudando muito a desenvolver as idéias, porque tem tudo a ver com o que eu pretendo escrever. Nunca te contei, não é blog? Ou contei? Que estou desenvolvendo minha pesquisa sobre BDSM e blogs, e mulheres, e identidades e subjetividades... eu sempre tenho dificuldade em dizer sobre o que eu pesquiso, porque é muito difícil limitar em algumas palavras! Enfim, isso não vem ao caso, o que vem é que eu escrevi três páginas, de ontem para hoje, e isso parece pouco, mas é maravilhoso! Se rolasse todos os dias... mas vou aproveitar a inspiração, então! Depois disso, fomos eu e a Alessandra no dentista da UFC, marcar uma consulta para mim, já que da última vez que eu fui, há 2 anos, estava fugida até hoje porque a médica queria operar minhas gengiva, e eu odeio essa palavra CIRURGIA! Mas enfim, tive que marcar a consulta, e marquei pra o dia 28 desse mês. Na volta, demos de cara com a Lyanne e a irmã dela, e a gente ia passar por elas sem que eu as visse, se eu não tivesse olhado para o lado. As duas estavam rindo da minha cara... meu Deus, tem dias que a noite mal dormida me deixa assim, mais lesada do que o normal! rsrs
            Voltei para casa, lavei roupa, almocei e liguei o PC para ver o que está pegando na rede rsrs, e claro, ver se encontrava meu amor online no MSN. Não o encontrei. Por falar nele, hoje pela manhã ele me ligou do trabalho, quase caiu da cadeira, porque ele nunca liga, visto que ele não tem celular... ele até tinha, um que era meu, mas fez o favor de queimar o chip, que ele diz que não foi ele. Enfim, eu já perdoei até, mas não entra ainda na minha cabeça que um chip do nada queime. Anyway...fui tomar um banho, porque nesse calor infernal, não rola nada!
            Voltei ao PC, e agora lembro o que a professora Glória Diógenes falou sobre o fato de que tem gente que fica no facebook, enquanto baixa um filme, enquanto lê um texto, enquanto conversa no MSN, o fato de que somos capazes de abrir várias janelas, e nem por isso não estar inteiro em alguma delas. Passei a tarde fazendo isso: falando no MSN com meu amorzão, lendo um texto da Suely Kofes, baixando episódios de American Horror Story, com o e-mail e o Facebook abertos...
Ah, acho que já contei muita coisa, ainda são 15:11 horas, e acho que já falei demais.

Obs.: calma, que nem sempre eu vou estar disposta a falar tanto!
Vou me indo, ler meu texto, que eu ganho mais. o/

7 de março de 2012

Diário (Disciplina Tópico Especial em Sociologia V) - Dia 1

Hoje acordei de um dos sonhos mais toscos que eu já tive, e olhe que já tive todo tipo de sonho que vocês imaginarem! No sonho, eu acordava atrasada pra aula de Estatística, e eu lembrava que tinha faltado na aula de sexta, portanto, não seria nada bom perder outra; olho no relógio e já era 8:37, e quando eu já estava me conformando de mais um erro meu, nessa minha luta constante e cruel contra o sono (porque eu tenho mania de dormir tarde, tenho insônia, e tal), o despertador toca, e eu acordo, e vejo que ainda era 7 horas. Fiquei pensando no quanto eu sou meio louca. Levantei de uma vez, do susto do sonho, e minha cabeça doeu. Putz, detesto isso! Deitei de novo e levantei em seguida. Na sequencia, banho, tomar a vitamina que a mamãe fez, olhar no espelho pra ver o quanto eu gostaria de estar apresentável, e me despedi da minha mãe e das minhas duas tias. Para variar, a topic demorou mais do que o normal, e quando veio, veio lotada. Tudo bem, quando vem vaga e chega logo, isso sim é estranho! Cheguei na faculdade, deixei minhas coisas no NUSS (núcleo de pesquisa ao qual sou ligada, e fui para a sala. Para a minha sorte, o professor demorou a chegar. Chegado o professor, muito simpático por sinal, pena que numa disciplina tão chata pra três manhãs na semana... ai, meu Deus, acho que vou ter problemas com Estatística! Enfim, sem desespero. Acabada a aula, voltei ao Nuss, levei uns livros para xerocar para a disciplina na qual sou monitora, voltei novamente, e lá fiquei, em mais uma tentativa meio desesperada de escrever alguma coisa da monografia. Editei a introdução, escrevi mais um pouco, escrevi até mais um pouco a tarde, já em casa, separei uns textos para fazer referência, e no fim da tarde (eu pulei o dia todo, né?! enfim, não gosto de escrita linear!), já não tinha mais paciência. Tão importante quanto eu ter conseguido escrever, porque toda vez que consigo escrever mais da monografia, me sinto muito útil, sei lá, uma sensação muito boa de alívio e dever quase cumprido, hoje foi aniversário de 7 anos de namoro. Lindo isso....7 anos...a Luana, uma querida minha, que graças a Deus ainda gosta de mim,  eu acho, comentou hoje comigo, exclamando, que era a idade da irmãzinha dela... Pois num é aquilo que dizem? 7 anos é uma vida! Depois de tanta coisa que vivemos, problemas grandes, pequenos, bobos, sérios, o amor, esse sempre prevaleceu, e gostaria de agradecer a ele, meu amor, o homem mais maravilhoso do mundo, por tudo o que ele representa, e por ter feito do meu dia mais suave, mais bonito, porque passei o dia na expectativa de ver ele. E o vi a noite, e saímos, e conversamos. E fomos felizes, e estou falando com ele agora no celular, e vou me indo por aqui. Até amanhã! o/

6 de março de 2012

Porque uma hora a gente tem que voltar

Estou voltando. Mas é uma pena que esteja voltando porque tenho que voltar, e não tanto por vontade espontânea. Explico: a partir de hoje esse blog se tornará o que eu nunca tive vontade de que meus blogs fossem: um diário. Bem, mas muita gente não percebe a semelhança entre um blog e um diário... Já tive muitos diários que joguei fora, outros rasguei, e cheguei a ter um em "inglês" pra que só eu entendesse, eu era muito novinha e inventei um inglês pra escrever em diário, acredite você que eventualmente, está me lendo agora. Pois é. Então, hoje, na primeira aula de uma disciplina da faculdade, uma das primeiras atividades do semestre será essa de escrever um diário, mas diário mesmo, contando o que eu penso, o que eu quero, o que eu fiz, o que eu reflito sobre refletir sobre isso, enfim... Sobre. Escreverei porque minha vida também pede isso, e acho que veio numa boa hora. Mas não começarei a contar meu dia de hoje, pois ele foi meio ruim, e pretendo começar de novo amanhã. A vida é esse eterno recomeçar, sempre.